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14 de Outubro de 2021

São Raimundo Nonato: pesquisadores desenvolvem membrana para cicatrização de feridas

Por Liane Cardoso

Uma membrana para tratamento de Leishmaniose Cutânea está sendo desenvolvida por pesquisadores do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Piauí, no campus de São Raimundo Nonato, em parceria com a Universidade Federal do Piauí e a Universidade Católica do Porto.

A proposta é contemplada pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e tem como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana da membrana, e assim comprovar a ação cicatrizante da fórmula.

A membrana começou a ser formulada em 2018, durante o doutorado da professora Solranny Cavalcante, docente do curso de Ciências Biológicas no campus Campus Prof. Ariston Dias Lima. O biomaterial é formado de Quitosana (produzida a partir da Quitina encontrada em Crustáceos), Colágeno e 2,3-Dihydrobenzofuran (substância extraída do Própolis).

“Esse é um projeto muito promissor, pois a membrana pode ser de grande ajuda como agente antimicrobiano e também na cicatrização de feridas, além de ser um biomaterial de baixo custo”, destacou Isabela Viana, bolsista do projeto e acadêmica do 7º período de Biologia.

O trabalho tem como foco a cicatrização de feridas causadas pela Leishmaniose Cutânea. Segundo a docente que executa a pesquisa, profa. Solranny, a lesão causada pela doença é de difícil recuperação. “Hoje, o tratamento que está disponível para a cicatrização dessas feridas é bastante agressivo. A partir dessa membrana, o tratamento poderá ser mais rápido, prático e mais barato”, explicou.

A membrana criada durante a pesquisa

 A membrana criada durante a pesquisa

Testes e Resultados

Foram realizados testes com a membrana, in Vitro (em células queratinosas) e in Vivo ( em microcrustáceos), a fim de descobrir sua toxidade. Os resultados comprovaram que a substância não é tóxica e que ela é biocompatível com os organismos testados; além disso, verificaram que ela auxilia para que não ocorra infecções secundárias.

Para a obtenção de mais resultados, a profª. Solranny pontua que é necessário realizar etapas de testes em camundongos, para que mais comprovações de eficácia possam ser confirmadas.

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