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22 de Setembro de 2021

Aluna do Mestrado em Química é premiada no 21° Congresso Brasileiro de Catálise

Por Arnaldo Alves

A mestranda Bruna Rafaela Ibiapina, do Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Estadual do Piauí (PPGQ/UESPI), foi premiada no 21° Congresso Brasileiro de Catálise neste mês de setembro.

 Participantes do 21° Congresso Brasileiro de Catálise

Participantes do 21° Congresso Brasileiro de Catálise

A premiação na categoria melhor vídeo apresentação ocorreu em virtude de sua pesquisa de mestrado sobre a síntese, caracterização e investigação de um óxido metálico modificado com o argilomineral chamado Palygorskita, que se encontra presente no Estado do Piauí e é utilizado na remoção do antibiótico Pirazinamida (PZA) do ambiente aquático.

De acordo com a estudante, Bruna Rafaela Ibiapina, o antibiótico Pirazinamida (PZA) é um dos fármacos mais utilizados no tratamento da tuberculose e frequentemente utilizado em formulações combinadas, sendo 70% excretado pela urina e 30% na forma de ácido pirazinóico. Por ser um antibiótico, a sua forma ativa (ácido pirazinóico) pode induzir resistência bacteriana em baixas concentrações, o que afeta o ambiente aquático.

“Existe uma busca crescente da comunidade científica por processos alternativos para a eliminação mais efetiva desses compostos do ambiente aquático, como uma opção aos processos convencionais que não têm sido eficientes na remoção desses poluentes. Com isso, os processos oxidativos avançados (POAs) têm sido estudados nos últimos anos, como uma alternativa aos processos físico-químicos e biológicos clássicos, ou como um processo complementar para aumentar a degradação de poluentes, no que se diz, a redução dos poluentes a complexidade da matéria orgânica, minimizando assim seus efeitos nocivos ao meio ambiente”, explica.

Segundo a pesquisadora, para que isso aconteça utiliza-se catalisadores de matérias óxidos semicondutores, como é caso do tungstato de Níquel (NiWO4). “Ele tem alcançado destaque devido sua série de aplicações e ter sido apontado na literatura como um bom semicondutor na degradação de poluentes orgânicos em meio aquoso”, comenta.

Ela também destaca que a Palygorskita (mineral argiloso) tem sido usada como um suporte para melhorar o desempenho fotocatalítico de semicondutores de óxido metálico e semicondutores de óxido ternário. “Até agora, o uso da Palygorskita como suporte para fotocatalisadores do tipo tungstato é pouco investigado. Recentemente, o Grupo de pesquisa Greentec/Uespi publicou artigos científicos utilizando CuWO4-Pal na degradação do antibiótico ciprofloxicina e α-Ag2WO4-Pal na remoção do corante Rodamina B. Para aproveitar ao máximo a capacidade de adsorção da argila mineral (Pal), a minha pesquisa procurou preparar nanocristais NiWO4 e nanocompósitos NiWO4-Pal, para investigar a atividade fotocatalítica dos materiais na degradação de PZA sob irradiação policromática”, acrescenta a explicação.

Apresentação da pesquisa no 21º CBCat

Apresentação da pesquisa no 21º CBCat

Com orientação do professor de Química da UESPI, Geraldo Luz, a pesquisa de Bruna Rafaela mostrou que a síntese dos materiais foram bem-sucedidas. Os resultados de investigação fotocatalítica do antibiótico pirazinamida tiveram eficiência de degradação com os materiais sintetizados entre 83% a 98%. Também foi possível destacar que a inserção da Palygorskita favoreceu significativamente a eficiência no processo catalítico.

Como premiação, a discente ganhou 100 euros em book voucher. “Inicialmente fiquei surpresa e muito feliz, pois receber um prêmio como um dos melhores trabalhos apresentados mostra o quanto vale estudar e batalhar por aquilo que acredita. Ganhar o prêmio é muito importante para todos que seguem nessa área da pesquisa, uma vez que pode contar como título em seleções de Mestrado, Doutorado, Pós-Doutorado ou até mesmo concurso na área. Além disso, ganhar uma premiação desse porte traz reconhecimento e importância de se fazer pesquisa”, finaliza a estudante.

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