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22 de Setembro de 2021

Pesquisadores avaliam a disseminação do vetor que causa Leishmaniose em bairro da Zona Norte de Teresina

Por Liane Cardoso

A professora Simone Mousinho, docente do curso de Biologia da Universidade Estadual do Piauí, coordena um projeto para obter dados sobre o vetor que causa Leishmaniose. Uma armadilha foi construída e instalada na zona norte de Teresina para capturar o agente causador da doença e também para verificar fatores que podem ocasionar a disseminação do inseto.

Armadilha criada para capturar insetos

Armadilha criada para capturar insetos

“Com essa armadilha, conseguimos pegar o vetor; além disso, colocamos um aparelho chamado Termo Higrômetro, que consegue captar a temperatura e umidade do local. Dessa forma, conseguimos acompanhar a quantidade de insetos (flebotos) capturados, bem como a temperatura e umidade. Assim, verificamos se a frequência é maior em noites mais quentes ou noites mais frias, e se é quando o clima está mais úmido ou não”, explicou o aluno Cleanto Luiz Maia, participante do projeto.

Estudando Cleanto conferindo o funcionamento do equipamento instalado

A professora Simone Mousinho destaca que esse trabalho não se restringe somente ao ambiente acadêmico, pois seus resultados servirão como base para que as autoridades tenham conhecimento da situação desses bairros, e assim possam desenvolver ações preventivas.

“A presença dos Flebotomíneos (insetos) nas casas já é um alerta amarelo para os agentes de saúde do Centro de Zoonoses, tendo em vista que se tiver o parasita, as chances de ocorrer a disseminação da doença aumenta bastante. Levando isso em conta, nosso trabalho é um indicativo sobre a presença do vetor na região, servindo como um auxílio para as autoridades competentes atuarem na prevenção de uma explosão de casos de Leishmaniose”, relatou a docente.

O projeto conta também com a participação de Raimundo Leoberto, egresso da UESPI e doutorando em Biologia Parasitária na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O biólogo desenvolve uma pesquisa na mesma linha, porém, abrange todo o Piauí. Segundo ele, o projeto do aluno Cleanto e da profª. Simone tanto auxilia em seus estudos, como o faz colaborar para o desenvolvimento desse trabalho. “Em colaboração com o trabalho da profª. Simone, realizamos as coletas e fazemos os estudos no laboratório de zoologia”, ressaltou Leoberto.

Coleta de dados

Os estudos do grupo iniciaram em 2019, contudo, por causa da Pandemia foram interrompidos. Em janeiro deste ano, os pesquisadores retomaram o projeto e desde então observam a incidência do vetor no bairro Santa Maria da Codipi. Quanto aos resultados prévios, já constataram que na localidade existem muitos Flebotomineos da espécie Lutzomyia longipalpis, principal vetor da Leishmaniose Visceral.

Importante ressaltar que o trabalho de coleta de Flebotomineos já é realizado há mais de 20 anos pelo Centro de Controle de Zoonoses de Teresina. Dessa forma, o Centro está constantemente atualizando o mapa de incidência da espécie na região. Sendo assim, o trabalho dos pesquisadores da UESPI contribue para a verificação dos locais mapeados e para descobrir quais fatores podem estar disseminando a espécie.

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