Prop

8 de Abril de 2021

Pró-reitora da PROP destaca a importância da participação feminina nas pesquisas científicas

Por Liane Cardoso

Estão abertas as inscrições para a 16º edição do Prêmio Mulheres na Ciência 2021. O programa apoiará pesquisas – nível Doutorado – concedendo bolsa-auxílio de 50 mil reais. As cientistas interessadas devem acessar o site Mulheres na Ciência e conferir o regulamento para as inscrições que acontecem até o dia 10 de maio. Para destacar a importância da presença das mulheres na Ciência, a ASCOM fez uma entrevista com a Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UESPI, Professora Ailma do Nascimento, sobre os avanços da participação das mulheres na pesquisa nos programas da universidade.

ASCOM: Enquanto Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UESPI, como avalia a participação das mulheres nas atividades de pesquisa científica?

Profa. Ailma do Nascimento: A participação das mulheres na Ciência tem aumentando a cada dia. Esse crescimento foi constatado em uma pesquisa realizada em 2020 pelo Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade que identificou um crescimento de 10% nas duas últimas décadas.

A partir de dados coletados na plataforma de gerenciamento de projetos da Universidade Estadual do Piauí, o SIGPROP, a Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROP) identificou uma presença representativa de mulheres nos projetos de pesquisa, de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica desenvolvidos na UESPI. Vejamos o quadro 1:

Observamos no quadro 1 uma quantidade superior de mulheres coordenando projetos de pesquisa cadastrados na PROP em relação à quantidade de homens. As mulheres representam, neste quadro, um percentual de 53% em relação ao número total de projetos cadastrados no intervalo de janeiro de 2018 a março de 2021.

ASCOM: Possui dados da participação das docentes nas atividades do PIBIC, considerado um dos principais programas de iniciação científica da instituição?

Profa. Ailma do Nascimento: Sim, nós temos. E até quero lembrar que estamos com inscrições abertas do PIBIC e PIBITI com submissão de trabalhos até o dia 07 de maio. Estamos ofertando 200 bolsas para o PIBIC e nove para o PIBITI.

A PROP fez esse levantamento e o quadro 2 aponta para esse percentual em relação ao número de projetos de iniciação científica aprovados no ciclo 2020-2021. Vejamos:

No quadro 2, percebemos que o número de mulheres orientadoras se aproxima da quantidade de homens orientando projetos de iniciação científica. Quando verificamos a situação em relação ao número de alunas aprovadas no PIBIC 2020-2021, percebemos uma maior representatividade feminina. Vejamos no quadro 3 a seguir:

Com 59%, a presença de mulheres nos projetos de iniciação científica é maior que a de homens. Essa realidade é diferente quando se trata de Projetos de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI). Vejamos os quadros 4 e 5:

Essa diferença em relação ao tipo de projeto revela que a participação das mulheres também varia de acordo com a área de conhecimento. Ainda com base nos dados coletados no Brasil pelo Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade, nas ciências da Saúde, por exemplo, as mulheres são a maioria (60%), enquanto que nas ciências da computação elas representam menos de 25%.

ASCOM: Para finalizar, deixe seu recado para as docentes e também as discentes da UESPI que se interessam pela pesquisa, pela ciência como meio de desenvolvimento em todas as esferas de uma sociedade e de um País.

Profa. Ailma do Nascimento: De modo geral, devemos destacar que a presença feminina na Ciência tem crescido e isso deve repercutir não só nas universidades, mas em toda a sociedade. As mulheres estão assumindo lugares importantes na pesquisa e contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias, dando respostas à sociedade sobre suas investigações que podem ajudar inclusive em temáticas que ampliem ainda mais essa discussão sobre a representatividade da mulher na Ciência e na sociedade.

Aproveitamos esses dados para convidar cada aluna, professora, pesquisadora, que continuem submetendo seus projetos, aprovando suas pesquisas e publicando seus resultados para que colaborem na formação de mais mulheres e homens, inserindo a todos de forma igualitária nas universidades públicas, no mercado de trabalho e na sociedade em geral.

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