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8 de Fevereiro de 2021

NEA CAJUÍ realiza ação em prol da produção agrícola do Assentamento Lagoa do Prado

Por Priscila Fernandes

O Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Agroecologia (NEA CAJUÍ) da UESPI, campus Prof. Alexandre Alves de Oliveira, realizou nesse sábado (06) uma expedição para aquisição de sementes criolas para a produção agrícola familiar no Assentamento Lagoa do Prado, habitado por 68 famílias. A atividade faz parte do projeto de extensão “Tecnologias Sociais para Produção Agroecológica e de Desenvolvimento Sustentável” que realiza ações sociais no local desde novembro de 2020.

Os agricultores e agricultoras (guardiões e guardiãs) consideram as sementes como patrimônio das comunidades e de suas farturas que passam de geração a geração. Diante disso, o projeto buscou obter as sementes nos municípios de Cocal, Piripiri, Lagoa de São Francisco, Batalha e Esperantina para criar de um banco de sementes crioulas, ou casa de Sementes, para produção agrícola das 68 famílias do próprio Assentamento.

Foram adquiridas sementes de milho, arroz, feijão, abóbora, melancia, quiabo, totalizando aproximadamente 80 Kg de sementes, sendo 40 Kg de milho com teste negativo para transgênico.

Participantes do projeto

Participantes do projeto de extensão durante atividade de coleta de sementes

O professor Valdinar Bezerra dos Santos, responsável pelo projeto, explica como serão distribuídas as sementes na comunidade: “Uma parte das sementes serão semeadas no Assentamento Lagoa do Prado, na área do roçado para formação do Banco de sementes crioulas do Assentamento. Uma outra parte serão semeadas na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) do Campus de Parnaíba conforme disponibilidade de área e que futuramente poderão ser estudadas por outros docentes interessados”, pontua.

A atividade teve a participação do egresso do curso de Agronomia, Antônio Adolfo e da formanda Letícia Martins, ambos voluntariados no projeto de extensão.

A formanda Letícia Martins conta que as sementes crioulas carregam consigo a identidade e cultura de um povo. “Essas sementes são diferentes das outras. Elas são mais adaptáveis de acordo com o loca em que estão sendo cultivadas, com isso, elas necessitam mesmo de insumos químicos dando uma autonomia e independência do agricultor para que ele possa semeá-las da forma que ele conhece e entende, tomando todos os cuidados”, diz.

Letícia Martins realizando o processo de documentação das sementes

Letícia Martins realizando o processo de documentação das sementes

O agrônomo Antônio Adolfo acrescenta que as ações buscam criar mais autonomia e orientar de forma sustentável os agricultores do assentamento. “A ação de sábado tem como objetivo fortalecer a soberania alimentar preservar os recursos genéticos das comunidades fortalecer a produção de alimentos saudáveis livre de contaminação por agrotóxicos”, pontua.

Sementes colhidas prontas para serem distribuídas no assentamento

Além dessa atividade, o grupo também atua na melhoria das condições estruturais da casa de Farinha, que é um projeto que tem financiamento externo da Fundação Casa Socioambiental.

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