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28 de Maio de 2020

#ObservatórioUespi: Nova pesquisa alerta para as consequências na queda do isolamento social no Piauí

Quatro temáticas fazem parte do novo Boletim dos pesquisadores do Observatório de Vigilância Sanitária e Epidemiológica, Núcleo Multidisciplinar e Interinstitucional da Universidade Estadual do Piauí, que foi divulgado hoje, (28).

Boletim semanal  destaca a queda do isolamento social no Estado,  o uso do medicamento de Hidroxocloroquina no tratamento da Covid-19, o ensino durante a pandemia e o apoio da tecnologia da informação e comunicação para o momento atual.

Segundo a Coordenadora do Observatório, Ailma do Nascimento, são temáticas que possuem uma relação, pois todas estão marcadas pelo contexto atual diante da pandemia da Covid-19. A saúde e demais áreas ligadas à sociedade estão sendo investigadas pelo Observatório. “Ao nosso ver formam um tripé. Temos saúde por um lado, educação e a questão econômica. No que diz respeito a saúde, temas discutidos trazem a questão do isolamento social, o decréscimo que estamos observando na redução de médias de isolamento constatadas pelos dados oficiais.  Então, torna-se bastante preocupante esse contexto, pois ele revela uma expansão da pandemia”, afirmou a Coordenadora ressaltando que o processo de interiorização da pandemia no estado está cada vez mais acelerado.

Sobre a questão da Hidroxocloroquina, o Boletim traz uma reflexão sobre o uso do medicamento. Na questão da educação, tema que a própria Coordenadora participou ativamente juntamente com mais três docentes, ela adverte que o objetivo foi discutir estratégias para atenuar os efeitos desse impacto da pandemia na rotina dos estudantes e no âmbito da educação de uma forma geral. “Também apresentamos questões sobre possíveis soluções tecnológicas como apoio para enfrentamento dessa pandemia. O econômico, necessariamente, está ligado ao tecnológico, obrigando as empresas a trabalharem os seus sistemas de informação e comunicação de forma a subsidiar estratégias para áreas públicas e privadas”, ponderou a Professora.

Queda do isolamento social no Piauí

O artigo dos professores Arnaldo  Brito, do curso de Matemática; e Carlos Rerisson, do curso de Geografia, traz ao público uma análise da queda do isolamento social. O artigo levanta dados de isolamento no Piauí entre os meses de Abril e Maio. Os docentes fizeram um comparativo.” No artigo é feito um estudo nos 12 territórios em desenvolvimento do Piauí e nas principais cidades. Verificamos que nesses territórios todos os índices de isolamento estão abaixo de 50%, o que é preocupante, pois a recomendação da Organização Mundial da Saúde é que o índice gire em torno de 70%”, explicou o professor Arnaldo Brito.

Ele pontua ainda que nos 12 territórios com melhor índice de isolamento estão os do Centro-Norte do Estado. Os pesquisadores também analisaram 10 cidades com maiores números de casos confirmados de COVID-19 no Piauí. ” Essas cidades contemplam 75% de todos os casos confirmados. É possível verificar que das 10 cidades, seis delas tiveram uma queda (Campo Maior, Floriano, Parnaíba, Picos, Piripiri e Teresina), quando comparamos o mês de abril com os primeiros dias do mês de maio. Isso é preocupante”, alertou.

Ainda há outras cidades que são citadas no artigo, que são cidades polos, onde os índices de isolamento estão abaixo de 40%, o que gera uma preocupação maior. “Os dados apontam uma necessidade das medidas de reforço do isolamento para que logo em seguida a gente possa pensar no retorno da economia”, acrescentou.

O professor Rerisson, que também fez parte da mesma pesquisa do prof. Arnaldo, comentou que nos últimos dias foi detectado um rápido crescimento de números de casos de Covid-19 no Piauí. ” A redução do isolamento social que observamos, a partir do mês de abril e que demostramos nos mapas e dados analisados na pesquisa, nos preocupa. Sabemos dos inúmeros desafios para a manutenção do isolamento social da realidade brasileira, e, especificamente, no contexto do Piauí. Temos ciência das dificuldades econômicas da nossa população diante da suspensão das atividades econômicas. Mas reduzir o isolamento social, nesse momento, quando o Brasil se torna o epicentro da pandemia é uma ato que significa o aumento dos casos, uma maior possibilidade de colapso na rede de saúde e a morte de uma maior número de pessoas”, alertou.

Ele avalia que quando o Piauí teve uma queda do isolamento entre o dia 27 de abril e 04 de maio, no intervalo de uma semana, saiu de uma realidade em que o menor percentual de isolamento no Estado era de 31,3% para 19,6%.  “Se pensarmos que o ciclo de manifestação dos sintomas de agravos da Covid-19 leva cerca de 14 dias, nós podemos visualizar um dos motivos para essa aceleração no número de casos confirmados. Nos preocupa bastante os resultados para os próximos dias já que, nesses dias já transcorridos do mês de maio, os percentuais de isolamento permanecem bem abaixo do recomendado”, avaliou.

Mapa com número de casos de Covid-19 em 27 de abril

Mapa com média de isolamento no Piauí em 27 de abril

Mapa com média de isolamento no Piauí em 27 de abril

Mapa com média de isolamento no Piauí em 04 de maio

Confira os mapas em uma ordem de evolução nos meses de abril e maio: Mapa de Isolamento

Uma reflexão sobre o uso da hidroxocloroquina

O Professor Fabrício Amaral, Coordenador do Mestrado em Biotecnologia, realizou uma análise reflexiva sobre o uso da hidroxocloroquina no combate ao coronavírus. O docente buscou avaliar com base em estudos e situações históricas como o uso  de medicamentos para as pandemias merecem ser tratadas.

No artigo, o professor destacou a história do médico Loring Miner, dos Estados Unidos, no tratamento da gripe espanhola no século XIX. Ele pontuou que devido a falta de retorno das autoridades e a falta de informação para lidar com uma doença desconhecida e perigosa, tudo isso fez com que Miner agisse com urgência e criou um método próprio, que surtiu efeito, mas que fez com que o médico alertasse a comunidade científica que a doença teve origem nos EUA e não no país Europeu.

“Diferentemente do mundo em que Miner vivia, o nosso século XXI é considerado totalmente interligado. As informações científicas e a comunicação social são dinâmicas (on-line), fazendo com que todo e qualquer estudo ou alerta se dissemine rapidamente, o que norteia ações individuais e nacionais, pois há um consenso de que a medicina deve ser baseada em dados comprovados. Este campo, que contribuiu para o surgimento de tratamentos farmacológicos e não-farmacológicos eficazes e efetivos é chamado de “Medicina baseada em evidências”. Sua prerrogativa faz com que “achismos” devam ser evitados a qualquer custo”, afirmou o professor no artigo.

“Toda terapia inovadora ou método, antes de ser empregado na prática, para o bem da comunidade fim, deve possuir como subsídio resultados científicos, estatisticamente testados e submetidos ao crivo de outros especialistas (revisão por pares)”, concluiu.

O professor também explica os parâmetros utilizados na farmacologia para se criar medicamentos ou utilizar medicamentos existentes para doenças como o Coronavírus:

Confira o boletim completo com todas as pesquisas

 

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