ARTIGOS

Nessa seção ficará os artigos feitos por alunos do curso. Abaixo, alguns exemplos:

O CAOS AÉREO E O TURISMO

Em setembro do ano passado, a aviação brasileira ficou abalada com o acidente aéreo entre o Boeing da GOL e o jato Legacy, dando início a divulgação de uma crise aérea que já vinha acontecendo por trás das torres de controle, há muito tempo.
O Departamento da Aviação Civil (DAC) tinha a função, hoje exercida pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), de conceder linhas aéreas somente de acordo com a capacidade aeroportuária e aeroviária disponível. Era a responsável de não permitir a sobrecarga nos aeroportos, evitar a concentração de vôos em horários de pico e gerenciar a demanda das companhias aéreas.
Quando a INFRAERO passou à administração civil, os novos dirigentes investiram no conceito de terminal-shopping, em detrimento do aumento do número de terminais ou da construção de novas pistas nos aeroportos. Abandonaram o planejamento estratégico e pararam de coordenar suas atividades com os demais setores aeronáuticos. Esse foi o primeiro passo para o caos aéreo.
Desde a criação da ANAC, seus administradores fizeram a mesma coisa. Ignoraram por completo a existência de qualquer tipo de planejamento anterior e não se preocuparam em coordenar ações. Liberaram linhas aéreas e a operação de vôos em horários de pico, atendendo a interesses pessoais e das companhias, sem considerar as infra-estruturas aeroportuária e aeroespacial. Os controladores passaram a trabalharem sobrecarregados, com mais de 14 tráfegos em seus controles. Esse foi o segundo passo para o caos.
Soma-se isso a falta de repasse de verbas do governo para o setor aéreo, e a uma política de pessoal deficiente em relação aos controladores, armando a bomba relógio, que explodiu com o acidente da GOL.
Esta situação só veio a piorar com o acidente do AirBus da TAM, onde o piloto perdeu o controle da aeronave, com a pista molhada, e colidiu com o prédio da TAM Express, em julho deste ano.
Rebelião dos controladores de vôo, vôos cancelados, pistas interditadas, atrasos, revolta dos passageiros, aeroportos fechados, o governo abalado. A repercussão do caos aéreo atingiu muitas passageiros e familiares das vítimas dos acidentes, mas também impactou seriamente a vários setores da economia brasileira. O Turismo, sendo uma atividade muito ligada e dependente do sistema de transportes, sofreu diretamente as conseqüências deste caos na aviação brasileira.
Só o acidente do vôo da TAM provocou uma queda imediata de 15% na ocupação dos hotéis na capital paulista - passando de 70% para 60% dos quartos. Os pedidos de reservas para hotéis da Rede Accor, como o Ibis Congonhas, que fica próximo ao aeroporto, diminuíram em 17% nas últimas semanas.
O caos aéreo provocou diminuição da taxa de ocupação na rede hoteleira, consequentemente, afetando os taxistas, sorveteiros, restaurantes, casas noturnas e etc. Acontece um efeito cascata, prejudicando muitos trabalhadores que dependem direta ou indiretamente do turismo como fonte de renda.

O importante seria aumentar a credibilidade e segurança dos aeroportos, diminuir atrasos e cancelamentos, em vez de gastarem milhões para construir os “aeroshoppings”, fazendo, assim, com que os passageiros voltassem a se sentirem seguros. Mas a pergunta que fica no ar é: quando isso acontecerá?
Priscilla Arcanjo e Stella Carvalho

 

Balneário Curva São Paulo: a nova onda teresinense

O Balneário Curva São Paulo está localizado no bairro que leva o mesmo nome e possui fácil acesso. Conta com placas de sinalização para a orientação dos visitantes e sua estrutura possui banheiros, quiosques, estacionamento e vários lixeiros espalhados pelo local.
O espaço possui uma ampla área de lazer aberta de domingo a domingo, nos finais de semana, há shows com música ao vivo, com um leque abrangente de opções musicais que variam desde MPB ao forró pé-de-serra, agradando com isso todos os públicos, desde a criança até o idoso.
Com a revitalização do Balneário, aumentou o número de freqüentadores e com isso, ganhou espaço na mídia, que vem divulgando a ocorrência de supostos afogamentos no local. Entretanto, o presidente da Associação dos Empreendedores do Balneário Curva São Paulo, o Sr. Luís Alves Pereira, afirma que não há motivo para preocupação, uma vez que existe cerca de 15 salva-vidas trabalhando 24 horas por dia, monitorando os banhistas e prevenindo qualquer atitude que venha pôr em risco a vida dos mesmos. O subtenente do Corpo de Bombeiros Carlos Alberto relata que ao decorrer do dia, devido ao consumo de bebida alcoólica os banhistas ficam mais afoitos e por isso o trabalho deles é mais preventivo, colocando a demarcação da área de banho e afixação de placas nas áreas de risco.
Mas os pontos positivos superam esse aspecto negativo. Com a obra, os proprietários conseguiram alavancar seu trabalho; eles têm muitos elogios por parte da Prefeitura Municipal de Teresina, por ter abraçado o projeto, dando a eles a oportunidade de tirarem seu sustento dali e trabalharem junto com suas famílias. A única reivindicação é a mudança do tipo de taxa cobrada a eles. Segundo o Sr. Luís Alves, é repassada a eles a taxa comercial e não de lazer. “Nossos talões chegaram a R$ 700,00; muito caro para as nossas condições.”
O Balneário Curva São Paulo, apesar de necessitar de alguns ajustes na sua infra-estrutura, como por exemplo: corrimãos nos muros, instalação de iluminação em alguns pontos e a providência de um setor administrativo.

E hoje, sem dúvida, a nova onda dos teresinenses, merece, portanto, uma atenção especial dos órgãos ligados ao turismo, tendo em vista o grande potencial turístico do balneário, pronto para ser transformado em um atrativo usufruído não só pela população de Teresina, como pelos turistas que aqui visitam.
Mara Cléssia

 

Desenvolvimento Sustentável – Solução para o futuro

O termo “Desenvolvimento Sustentável” tornou-se mundialmente conhecido durante e aos a “Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, denominada ECO 92, realizada em junho de 1992 no Rio de Janeiro e define-se segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza como “aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as futuras gerações atenderem as suas próprias necessidades.” Ou seja, ao utilizar-se da natureza para satisfazer-lhes algumas necessidades, seja física ou de lazer, o ser humano deve preservar e repor o que tirou do meio ambiente. E isso vem sendo praticado em vários âmbitos. Trataremos aqui, portanto, do âmbito do turismo.
O turismo é um meio pelo qual o país pode se desenvolver muito economicamente, mas com esse desenvolvimento pode surgir uma problemática ambiental e social muito grande, como degradação dos meios naturais e modificações das vidas de algumas sociedades. O ecoturismo é a linha do turismo que tenta se utilizar do meio ambiente sem destruí-lo ou degradá-lo, mas pelo contrário, leva a valorização do que é natural. Há também uma valorização de culturas de povos de algumas localidades turísticas como é o caso de Ilhéus, que tem um projeto chamado “Quarteirão Jorge Amado”, que consiste em uma parte da cidade caracterizada de acordo com as obras do autor, no qual o turista tem a impressão de estar vivendo dentro das histórias como “Gabriela Cravo e Canela”, “Tieta”, “Capitães da Areia” etc. toda a arquitetura do lugar foi restaurada, conservando os casarões da época em que as estórias acontecem, mas em relação a esse caso, existe um fato preocupante, que é a não inclusão da comunidade no tocante a divulgação e conhecimento. Há uma reclamação no que diz respeito a população que em um número considerado diz-se desconhecer as estórias de Jorge Amado. Isso causa um efeito negativo a visitação ao “quarteirão”, já que os turistas necessitam de informações, divulgação e conscientização sobre o atrativo e que a inclusão social contribuiria muito positivamente para isso. Outro exemplo que podemos citar de aproveitamento do meio ambiente sustentavelmente e de inclusão bem sucedida é “Bonito” no Mato Grosso do Sul, onde a visitação do lugar é numerada e a população está a par de tudo, sendo ela a primeira a vetar o exagero de fluxo turístico no lugar. O trabalho de inclusão social em Bonito já aconteceu e isso levou o local a alcançar um alto nível de sucesso no que diz respeito ao turismo ecológico e desenvolvimento sustentável.
Tomando conhecimento desses fatos, conclui-se que é possível desenvolver turismo de maneira sustentável e com isso obter sucesso tanto economicamente, como socialmente e culturalmente, já que o turismo propaga a cultura utilizando-se dela para sua prática. Assim as futuras gerações terão conhecimento de suas culturas, terão ainda um meio ambiente de onde poderão tirar sua sustentabilidade e ainda por cima terão retorno econômico.
Esse tripé que combina eficiência econômica com justiça social e prudência ecológica é citado tanto pelo Banco Mundial, quanto pela UNESCO e outras entidades internacionais como sendo uma fórmula mágica que marca uma nova filosofia de desenvolvimento no mundo.

Sílvia Régia

 

Globalização e seus reflexos

A globalização é um processo intrinsecamente vinculado ao capitalismo e que corresponde ao uso de tecnologias como: eletrônica, informática, telecomunicações, etc.
O turismo é um setor de serviços e obrigatoriamente, adaptou-se aos novos moldes tornando-se um dos setores mais globalizados, perdendo apenas para o setor de serviços financeiros.
A atividade turística constitui-se numa das poucas áreas, senão a única a influenciar de forma tríplice uma localidade: econômica, social e cultural.
No município de Teresina, constata-se que no âmbito econômico existem benefícios advindos dos setores de negócios e saúde. Estes setores geram diretamente renda devido a utilização dos serviços turísticos especificamente o serviço hoteleiro, de eventos e setor de Alimentos e Bebidas.
As pessoas que se deslocam a Teresina para resolverem seus negócios afetam diretamente e de forma benéfica o turismo teresinense ao utilizar serviços de hospedagem, alimentação, transporte, entretenimento e outros.
Quanto a importância social, tanto o turismo de saúde quanto o turismo de negócios são importantes geradores de empregos. Ao receber turistas, faz-se necessário dotar o município de infra-estrutura adequada para recepcionar os mesmos e, consequentemente a contratação de mão-de-obra.
Entretanto, ao analisarmos amiúde o turismo teresinense, percebemos que não existe verdadeiramente essa relação “infra-estrutura – geração de empregos” inexiste uma integração social, pois tanto o turista de negócios como o turista de saúde tem suas ações limitadas, pouco utilizando os serviços de lazer, que seria uma chance a mais de possibilitar essa integração. Esses turistas geralmente restringem-se a utilização somente dos meios de hospedagem sem muito aprofundar-se na parte sócio-cultural da localidade.
Um exemplo pertinente que foge do habitual é a procura dessa integração através da cultura local por parte de turistas estrangeiros. Esses turistas interessam-se pelo artesanato, folclore, música e as artes de um modo geral.
Contudo, a cultura teresinense ainda é divulgada de forma bastante tímida, a valorização do artesanato, lendas e manifestações culturais em geral não constituem um forte atrativo para que haja um deslocamento especial de turistas para conhecê-los.
Compreende-se, portanto que não adianta existir somente o produto sem a ele estar agregado à divulgação e qualidade do mesmo. Acrescente-se a isso as tecnologias que obrigatoriamente tem de estar integradas ao produto e hoje, influenciam decisivamente a escolha dos destinos turísticos.
O município de Teresina vem gradualmente integrando-se as mudanças tecnológicas como a informática e as telecomunicações. O entrave reside na utilização das facilidades que a globalização pode oferecer para o desenvolvimento turístico local.
No ritmo atual da globalização se faz necessário o oferecimento de um produto que seja competitivo e com preços condizentes aos outros destinos existentes no mundo.
O desenvolvimento da oferta turística do município está atrelado a três fatores: participação governamental, iniciativa privada e comunidade local e para que isto se desenvolva, é necessária a ação conjunta entre os três poderes.
A participação governamental se faz através de políticas públicas adequadas a localidade e, principalmente a efetiva aplicação das mesmas. Cabe a iniciativa privada, ao captar os incentivos governamentais empreender novos investimentos e, a comunidade local, conhecer, interagir e beneficiar-se de seu patrimônio natural, cultural ou humano.
Enfim, para que ocorra o desenvolvimento da oferta turística há de somar a esses fatores uma forte valorização da identidade cultural e um constante acompanhamento das tendências tecnológicas vigentes.

Nessa direção, o município estará apto a competir de forma equilibrada com as demais localidades.
Fernanda Barbosa

 

Turismo Cultural

Os museus são ótimas opções de lazer e são conhecidos como local onde são guardados objetos de valor histórico e em Teresina temos dois principais: o Museu do Piauí e o Museu da Casa da Cultura de Teresina. E são destinados também para quem se interessa em aprender um pouco mais sobre a nossa cultura.
De acordo com o ICOM – International Councie of Museums: “O museu é uma instituição permanente, sem finalidade lucrativa, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, que realiza pesquisas sobre a evidência material do homem e do seu ambiente, adquiri-a, conserva-a, investiga-a, comunica, exibi-a, com a finalidade de estudo, educação e fruição.”
O Museu do Piauí foi construído em 1859 para ser uma residência e lá funcionou por 26 anos o Palácio do Governo; depois foi o Tribunal de Justiça. Recentemente, com a restauração do museu, passou a ser conhecido como Museu Odilon Nunes. As peças expostas retratam a realidade brasileira em épocas distintas e seus reflexos no Piauí, como: móveis neoclássicos, fósseis, urnas funerárias, peças religiosas, dentre muitas outras. A FUNDAC é responsável por manter financeiramente o museu que conta, também com apoio dos Amigos do Museu, onde qualquer pessoa interessada em colaborar pode participar. Para visitar o museu o visitante paga uma taxa simbólica de R$ 1,00.
Já a Casa da Cultura de Teresina possui um museu em que é cobrada uma taxa de R$ 0,50 por pessoa para se visitar o museu. A casa foi à residência do Sr. João do Rego Monteiro, mais conhecido como o Barão de Gurguéia. O prédio é um dos mais bonitos exemplares da arquitetura eclética piauiense da segunda metade do século passado. Lá se encontram livros, periódicos da coleção do jornalista Carlos Castelo Branco; objetos religiosos da Arquidiocese de Teresina e o Memorial Professor Wall Ferraz são alguns exemplos do que o visitante pode encontrar lá. A casa disponibiliza ainda uma biblioteca de Artes: o Balé da Cidade, a Orquestra Filarmônica, cinema e a Sala de Estudos Turísticos.

Fica a dica de um bom passeio para toda a família, além de ser uma diversão e uma oportunidade de conhecer um pouco mais da nossa cultura, que é bela e riquíssima. Então, que tal em seu próximo tempo livre dar um pulinho em nossos museus?! Boa diversão.
Marta Dayana
CADÊ, VOCÊS!

Segundo o autor Mário Beni, a política de turismo é a espinha dorsal do formular, do pensar, do fazer, do executar, do reprogramar, e do fomentar o desenvolvimento turístico de um país ou de uma região e seus produtos finais.

O Turismo é um dos setores da economia que mais cresce, sendo apontado como a indústria do futuro, capaz de colaborar para a melhoria de problemas de cunho econômico, social e cultural.

A canalização das ações voltadas ao desenvolvimento da atividade turística permanece de forma isolada em que cada setor seja ele Estado, Iniciativa Privada ou Terceiro Setor se permite trabalhar pelo Turismo sem apoio dos demais, demonstrando assim, incapacidade para equacionar os principais problemas da sociedade, ficando a gestão do Turismo subordinada a interesses imediatistas.

O Estado tem por função, determinar prioridades, criar normas, administrar recursos e formular planos e diretrizes. A iniciativa privada por sua vez, atua como estimuladora operando grandes investimentos e por fim, a sociedade, que vem como um elo de articulação entre os diferentes atores sociais.

O caminho mais viável ao fomento da Atividade Turística como é a aplicação de recursos, o correto ordenamento entre Políticas, Planejamento e Execução e a Ação Conjunta.

Acredita-se portanto, que a edificação do Turismo como atividade gerenciar de renda e inclusora social, se dá através de um trabalho contínuo que uma vez canalizadas as ações voltadas ao seu crescimento, esta pode vir a ser a solução para os grandes problemas enfrentados pelo país.

Charles Alisson / Marcus Vinícius / Sâmya Caroline

 

 
 
     

Bem vindos ao site do curso de Bacharelado em Turismo, da Universidade Estadual do Piauí.

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