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7 de Abril de 2016

Pesquisadora da UESPI utiliza peixes no combate ao mosquito Aedes aegypti

Jônatas Freitas

Diante do problema enfrentado pelo Brasil há anos com o mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya, diversos métodos para acabar com a proliferação do inseto foram testados. Um deles é o da Professora Alessandra Ribeiro Torres, docente da Universidade Estadual do Piauí -UESPI Campus de Parnaíba, que com o programa “Dengoso”, realizado através do PIBEU, utiliza peixes para o combate ao mosquito.

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Peixes da família Poecilidae, conhecidos popularmente como barrigudinho, utilizados no controle biológico de larvas de mosquitos. Seu tamanho máximo é de 5cm

O PIBEU, Programa Institucional de Bolsas em Extensão Universitária, selecionou diversos projetos em 2015 e um deles foi o da professora Alessandra. Segundo a docente, o “Dengoso” refere-se ao controle biológico de larvas de mosquitos, tais como o Aedes aegypti, e consiste na utilização de peixes da família Poecilidae para se alimentar das larvas em locais onde o veneno não é eficiente, como piscinas abandonadas, terrenos que se alagam na época das chuvas, caixas d’água utilizadas como reserva para o período da seca e outros locais.

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Alguns dos locais povoados com os barrigudinhos, no município de Parnaíba

“Foi uma tecnologia certificada pela Fundação Banco do Brasil em 2013, como Tecnologia Social. O resultado observado é a diminuição de larvas de mosquitos ou até sua extinção”, garante Alessandra, que também ressalta a contribuição do pesquisador Luiz Carlos Guilherme, da EMBRAPA Meio Norte, no projeto.

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Estagiários apresentando uma peça de teatro para conscientização de que não se deve acumular lixo – uma forma de evitar a proliferação dos mosquitos

O público alvo são os agentes do Centro de Controle de Zoonoses que fazem o monitoramento desses locais, em povoados do município de Parnaíba, com a participação dos estagiários da UESPI. “Os maiores desafios encontrados na aplicação do projeto foram a falta de recursos para a manutenção dos peixes em reservatórios para reprodução e a atuação dos estagiários em ações de conscientização de medidas preventivas, desenvolvidas nas escolas de ensino fundamental”, conclui a professora. Além do trabalho com os peixes, os alunos do projeto também realizam atividades de caráter educativo com os estudantes das escolas locais.