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2 de Setembro de 2019

UESPI desenvolve ação de saúde em comunidade quilombola

Por Léo Leal

A Universidade Estadual do Piauí, por meio da Residência Multiprofissional de Saúde da Família e Comunidade, promoveu nos dias 29 e 30 de agosto, uma ação que teve como principal objetivo fazer exames e aconselhamentos relacionados à Sífilis. O local escolhido foi a comunidade quilombola Custaneira, que fica localizada entre as cidades de Santa Cruz e Paquetá, no Piauí.

Chegada dos residentes no quilombo

Chegada dos residentes no quilombo

A Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que, se não for tratada, pode causar a morte. No Piauí, segundo a Professora Coordenadora da Residência, Dra. Andréa Lima, cerca de 30% das pessoas que passam pelo teste no estado tem a doença.

Para realizar o projeto, vieram de Teresina cinco professores e 15 residentes. Entre eles profissionais de Enfermagem, Educação Física, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Serviço Social. Aproximadamente 100 pessoas da comunidade foram examinadas.

Cássio Guilherme, morador do quilombo, foi um dos atendidos e disse que as ações da universidade são muito importantes para eles. “Dificilmente temos assistência, fico agradecido que eles estejam aqui.  É sempre bom ser examinado, saber se estou bem, porque a saúde é o mais importante”, comentou.

Cássio fez o teste e participou de toda programação

Cássio fez o teste e participou de toda programação

A Coordenadora da Residência, Dra. Andréa Lima, disse estar feliz por realizar mais uma vez ações da residência multiprofissional na comunidade quilombola. “Sempre fazemos projetos aqui. É um pessoal importante, de uma cultura de destaque, mas que é carente de assistência. Eles sempre nos recebem bem, de forma calorosa. Ano passado, estivemos realizando uma ação voltada para Hepatite B e C, e agora, em parceria com o pessoal da Secretária de Estado da Saúde do Estado do Piauí (SESAPI), nós voltamos para o combate à sífilis”, disse.

A professora Andréa ressaltou que se algum caso for detectado na comunidade, eles voltarão para ajudar no tratamento.

A professora Andréa ressaltou que se algum caso for detectado na comunidade, eles voltarão para ajudar no tratamento

Muitos residentes trabalharam pela primeira vez em um quilombo. “É um crescimento para nós enquanto profissionais. Além de estar exercendo minha função como enfermeira, realizando teste rápido, também estou aprendendo um pouco sobre a cultura deles, que é diferente da cidade grande”, explicou a residente Marilyse Meneses.

Marylise destacou à forma receptiva e respeitosa que os moradores trataram os residentes.

Marilyse destacou a forma receptiva e respeitosa que os moradores trataram os residentes

Arnaldo de Lima, mais conhecido como Naldinho, que é uma das figuras mais conhecidas da comunidade, agradeceu a ação e mostrou um pouco da cultura do quilombo para os presentes. “As portas estão sempre abertas para a Universidade. Ficamos felizes por mais um projeto realizado aqui, sempre querem fazer o melhor por nós. Ficamos satisfeitos, porque isso também é sinal que o nosso povo é valorizado. Vamos estar compartilhando nossas vivências e culturas com eles também”, disse.

 

Além dos residentes, professores e representantes da Secretaria de Saúde do Piauí (SESAPI) também estiveram presentes na ocasião. O professor Vinícios Oliveira da residência multiprofissional destacou que retornar ao quilombo é sempre uma oportunidade única para conhecer a cultura e a história de nossos antepassados.

O vice-reitor da UESPI,  Evandro Alberto, mostrou alegria em ver a troca de experiências entre a Universidade e o povo do quilombo. “Valorizamos bastante a comunidade, que já é parceira da nossa UESPI. Muitas pesquisas e ações são realizadas aqui. Um povo que precisa de assistência e nós também sempre estamos aprendendo com a cultura deles. A residência está de parabéns, algo que sai fora dos muros da Universidade deve ser sempre reconhecido”, finalizou.

Vice reitor Evandro Alberto (de azul) com professores que coordenaram a ação.

Vice reitor Evandro Alberto (de azul) com professores que coordenaram a ação

O projeto teve como principal atividade o teste da sífilis, mas também contou com outras ações, como momento de acolhimento, tenda do conto, rádio comunitária, atividade com crianças, oficina de reaproveitamento de alimentos, contemplando assim todos os profissionais envolvidos.

Alunas da residência realizaram atividades com crianças da comunidade

Alunas da residência realizaram atividades com crianças da comunidade

 

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