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8 de Agosto de 2019

Simpósio de Mídia Regional reúne profissionais e estudantes para debater o jornalismo atual

Por Priscila Fernandes

O primeiro dia de atividades do I Simpósio de Mídia Regional (SIMIR) aconteceu nessa quinta-feira (7) e os participantes tiveram a oportunidade de entender como funciona a mídia piauiense e o mercado de trabalho para o jornalista. Para atingir os objetivos propostos, o I SIMIR recebeu professores e jornalistas que direcionaram suas discussões para as temáticas da redescoberta do radiojornalismo no Piauí e sistemas integrados de comunicação e convergências.

A Coordenadora do curso de Jornalismo, professora Daiane Rufino, destacou a  importância de proporcionar um evento como esse para os alunos

De acordo com a Coordenadora do curso de Jornalismo e uma das organizadoras do evento, Daiane Rufino, o contato com profissionais de relevância dentro da área do Jornalismo é essencial no processo de ensino-aprendizagem. “A proposta do evento é mostrar aos alunos como a mídia do Piauí está funcionando atualmente, tendo em vista que será o possível campo de trabalho de todos os estudantes. Então, trouxemos vários profissionais da área de grande relevância que vão proporcionar reflexões e discussões importantes”.

O rádio, que constituiu durante décadas um dos eixos da vida cultural brasileira, encontra-se num momento de transição com o avanço das atuais Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Elos da cadeia produtiva deste segmento das indústrias midiáticas e culturais vêm sendo redesenhados. Diante disso, a palestra de abertura abordou sobre o radiojornalismo piauiense e  foi ministrada pelo radiojornalista, cientista político e professor Fenelón Rocha, que pontuou a evolução desse meio midiático.

O jornalista fez um resgate histórico para mostrar a evolução do rádio ao longo dos tempos 

“A atual fase do rádio brasileiro não se assemelha em nada à fase vivenciada na década de 40 do século XX. Desde os anos 90 do mesmo século, o rádio passa por uma transformação voltada para uma presença maior de atores de mercado, ou seja, há uma ampliação no número de empresas de rádio, bem como dos produtos ofertados. Essa transformação afeta as formas tradicionais de transmissão e exige mais do profissional, então, é importante que o estudante de jornalismo tenha contato com eventos como esse que é uma troca de experiências para entender sobre essa conjuntura”, afirmou o pesquisador.

No segundo momento, os participantes contaram com uma mesa-redonda que objetivou levantar reflexões sobre  os sistemas de convergência midiática e o novo formato da comunicação no Piauí. A jornalista Karliete Nunes ressaltou as  novas exigências dentro do mercado de trabalho. Segundo a jornalista, hoje, exige-se que um repórter tenha habilidades para todo tipo de mídia e esteja apto a construir conteúdo “crossmidia” e “transmidia”.

Os jornalistas discutiram com os estudantes acercas das novas tecnologias e formatos de comunicação

“Bom, o formato ‘crossmidia’ se dá na produção do mesmo conteúdo para diferentes meios de comunicação (televisão, rádio, portal, redes sociais, entre outros) e o ‘transmidia’ é a produção do mesmo conteúdo só que em formatos diferentes direcionados à cada público. Então, isso exige mais do profissional. O mercado atualmente exige essa multimidialidade do jornalista e é importante que estejamos prontos para essa nova configuração”, destacou.

O jornalista Robson Costa, da R2 Assessoria de Comunicação, abordou o trabalho das assessorias de imprensa, como esse sampo específico vem  se transformando em função dessa convergência midiática e como as mesmas ganharam uma nova dimensão com as mídias sociais e tecnológicas.

“Antes o trabalho da assessoria era muito restrito, se resumia em fazer o texto e enviar. Atualmente, em consequência das novas tecnologias, nós temos que gerenciar as redes do assessorado, trabalhar na imagem dele e ainda, lidar com os portais de notícias que estão tomando cada vez mais dimensão. De acordo com um levantamento feito por nós, uma cidade do Piauí tem cerca de quatro portais, então, se tornou essencial para quem trabalha com assessoria acompanhar  esses portais e outras mídias digitais.

Público presente no I SIMIR entende sobre o mercado de trabalho para o jornalista

A estudante do primeiro período, Amanda Bonfim, disse que o evento esclareceu muitas dúvidas acerca do campo jornalístico,apesar de ainda estar no início do curso. “Para mim, que estou começando, é esclarecedor. A área de rádio, por exemplo, eu não conhecia muito e agora ter  contato com esses profissionais e aprender um pouco sobre como a área está evoluindo e se transformando no atual panorama em que vivemos, tudo isso é muito importante”, concluiu.

O cronograma do evento continua nesta quinta-feira (8) e conta com a palestra “Jornalismo em mutação” com a professora da UESPI, a doutoranda Samaria Andrade. “Vamos discutir um pouco sobre como a nossa área está em constante transformação dentro do panorama capitalista dentro das empresas de comunicação. Tentaremos trazer especificamente para a mídia regional e de como a mesma se molda diante dessas mutações, contemplando o tema do nosso Simpósio”.

Além da palestra, a programação encerra com a mesa-redonda “Relações perigosas (Jornalismo político e grupos de poder)” com os jornalistas políticos Sávia Barreto, Elivaldo Barbosa e Marcos Melo.

Fonte:
Assessoria de Comunicação - UESPI
comunicacao@uespi.br