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9 de Julho de 2019

Pesquisadores da UESPI auxiliam no processo de preservação de tartarugas e peixes em risco de extinção

Por Clayton Gomes

O Instituto Tartarugas do Delta e a Shell Brasil realizam na APA (Área de Proteção Ambiental), do Delta do Parnaíba, o monitoramento de Tartarugas de Couro e de peixes Camurupim, animais marinhos em risco de extinção. O Projeto Rotas da Conservação conta com a parceria da UESPI, representada pelos professores Guilherme Gondolo e Amélia Gondolo, docentes de Biologia e Zootecnia respectivamente, do campus Poeta Torquato Neto, em Teresina.

O Projeto tem como objetivo monitorar a rota migratória e analisar o comportamento reprodutivo destes animais através de rastreadores Tags SPOT da Wildlife, onde são enviados dados de localização, temperatura da água, entre outros, ao satélite ARGOS (Advanced Reasearch and Global Observation Satelite). A partir da análise, os pesquisadores visam elaborar planos de manejo e conservação deles.

O satélite fornece dados em tempo real da localização da Tartaruga de Couro

O Profº Guilherme Gondolo, docente da UESPI cedido à SEAF (Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo), viajou aos Estados Unidos para receber treinamentos da Universidade de Flórida (EUA) quanto à aplicação e uso dos rastreadores Tag SPOT, à interpretação correta dos dados obtidos do satélite ARGOS, bem como o ensino de técnicas que buscam, em geral, explicar padrões de movimentação, territorialidade, utilização de recursos e obter o padrão de distribuição espacial dos animais.

“A escolha dessas espécies se deu por estarem ameaçadas de extinção, e uma vez que se conheça sua rota migratória e seu ciclo reprodutivo, medidas mais efetivas de preservação podem ser tomadas”, explica a pesquisadora Amélia Gondolo.

Ela conta, ainda, que em 19 de junho foi marcada a primeira fêmea de Tartaruga de Couro, passando a ser monitorada diariamente. “Outras tartarugas estão sendo esperadas para essa temporada de desova e a equipe do Instituto Tartarugas do Delta está de prontidão para futuras marcações. Além disso, há uma previsão de início de marcações do Camurupim no início de agosto, período em que eles aparecem na costa piauiense”, acrescenta.

A tartaruga de 1.5m recebeu um transmissor no casco para ser monitorada

A parceria da UESPI com o Instituto Tartarugas do Delta surgiu em 2012 com o projeto Biomade (Biodiversidade Marinha do Delta), financiado pela Petrobras. Este projeto resultou em Trabalhos de Conclusão de Curso de graduações e especializações. “Esta parceria tem contribuído para despertar e incentivar a vocação científica entre estudantes da UESPI, onde aprende-se a lidar com o desconhecido e a encontrar novos conhecimentos”, finaliza a Profª Amélia Gondolo.

Fonte:
Assessoria de Comunicação - UESPI
comunicacao@uespi.br