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24 de Maio de 2019

II Simpósio Piauiense de História da Saúde e da Doença discute políticas assistencialistas de saúde

Por Clayton Gomes

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realizou essa semana o II Simpósio Piauiense de História da Saúde e da Doença – Nação e Região: as pesquisas sobre História das Ciências e da Saúde no Brasil e as especificidades no contexto piauiense, na Universidade Federal do Piauí (UFPI).

O Simpósio, através de mesas de debates, conferências e comunicações livres, promoveu a integração de pesquisadores sobre os temas relacionados a história das ciências da saúde e das doenças. Segundo a professora Lívia Suelen, uma das organizadoras do evento, o Simpósio surgiu a partir da iniciativa da UESPI e da UFPI, com a intenção de fazer um mapeamento e conhecer os trabalhos que estão sendo produzidos no Piauí acerca da temática.

“O campo ainda precisa de bastante visibilidade, visto que ele ainda está em construção no estado. Portanto, a nossa intenção é mostrar que é possível tornar a história da saúde e das doenças um objeto de pesquisa, devido a variedade de fontes e metodologias. Nós queremos dar voz aos pesquisadores para apresentarem seus trabalhos em andamento ou concluídos sobre a temática”, pontua Lívia.

Em seu primeiro dia (22), o evento contou com a conferência de Gisele Porto, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mestre em História Social da Cultura, doutora em História das Ciências da Saúde e presidente da Sociedade Brasileira de História das Ciências, Gisele discutiu “As políticas públicas de saúde, as instituições filantrópicas e a assistência no Brasil”. A Conferência tratou de sociedade civil, médicos, assistência aos pobres e finalizou com as políticas de saúde, onde foi trabalhada, por exemplo, a política pública de assistência a criança.

“Esta é a minha primeira vez no Piauí e foi muito gratificante. É uma forma de expandir o campo no estado e no país. Além disso, fazer com que os pesquisadores tratem essa temática como uma potencialidade, pois a saúde é uma construção social e precisa ser percebida como tal. Minha vinda ao estado teve como objetivo abrir horizontes de pesquisas e difundir a temática”, diz a conferencista.

No segundo dia (23), foi a vez dos pesquisadores apresentarem suas pesquisas. As comunicações livres foram divididas em dois grupos: graduandos e graduados/pós-graduados. Segundo a professora Joseanne Marinho, docente da UESPI e coordenadora-geral do Simpósio, esse momento permite a presença de um público interativo, pois não são apenas os componentes da banca que avaliam os trabalhos, mas, também, o público.

“As comunicações livres permitem muitas discussões. O interessante desse momento é que os participantes podem apresentar as suas pesquisas em andamento ou concluídas. Além disso, a presença de um público e a permissão para a sua participação incentiva a expansão da área, pois pode motivá-los a pesquisarem sobre ela também”, explica Joseanne.

Avaliadores das pesquisas científicas durante o evento

Um dos pesquisadores é o estudante do 7º período de História da UESPI, campus Poeta Torquato Neto, Gabriel Rocha. Com sua pesquisa de tema “Doença Negligenciada: A expansão da hanseníase na periferia de Teresina”, o estudante discutiu a doença de Hansen, uma doença que integrou o imaginário da população em todo o mundo de forma negativa. “Esta doença causou medo na população e promoveu a segregação dos infectados no passado, e ainda contribui para a discriminação dos enfermos no presente. Sabendo disso, meu objetivo com a pesquisa é analisar os efeitos culturais da hanseníase entre os anos de 2006 e 2016”, declara.

Gabriel Rocha, estudante de História da UESPI e pesquisador

Ao final do dia, houve uma mesa de debate com o tema “História da Saúde e das Doenças: arquivos, fontes e metodologias”. De acordo com Joseanne Marinho, integrante da mesa, ela teve como objetivo fazer uma discussão do campo da saúde e das doenças como um campo historiográfico e apontar as possibilidades de pesquisas para o público. “Nossa intenção foi apontar os tipos de fontes primárias, os tipos de arquivos onde os pesquisadores podem encontrar essas fontes e, também, os campos temáticos de atuação. Então nós tratamos como que o historiador deve abordar a história da saúde e das doenças, o que pesquisar, como conseguir as fontes e outros fatores”, acrescenta.

Mesa de debate discutiu “História da Saúde e das Doenças: arquivos, fontes e metodologias”

Nesta noite (24), às 18h, no Auditório Noé Mendes (CCHL-UFPI), tem início a Conferência de Encerramento com o tema “História e Historiografia da saúde e das doenças no Brasil através da escravidão: arquivos, fontes e possibilidades de pesquisas”, ministrada por Tânia Salgado, mestre e doutora em História e professora do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Fiocruz.

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