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23 de Maio de 2019

Pesquisadores da UESPI desenvolvem biomaterial mais eficaz para tratamento de lesões cutâneas

Por Priscila Fernandes

Pesquisadores vinculados ao Projeto RENORBIO desenvolveram um biomaterial capaz de tornar o tratamento de lesões cutâneas mais eficaz e com menor custo. Os testes dos materiais a base de pólen apícola foram realizados nos laboratórios do GERATEC (CCN), enquanto que os testes “in vivo” foram conduzidos no laboratório de Biotecnologia e Biodiversidade (CCS), ambos da UESPI.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI), em Teresina cerca de 30% das internações hospitalares são de pessoas que sofreram acidentes de trânsito. Com isso, a quantidade de doenças relacionadas à lesões cutâneas e corporais (doenças degenerativas, fraturas, neoplasias) têm crescido, e novas alternativas de reparo com biomateriais são viáveis para o melhor desenvolvimento da saúde pública e estudos ósseos.

O tratamento de feridas é um segmento que apresenta muitos desafios quanto à utilização de materiais  que proporcione a cura e quanto ao custo dos materiais para o sistema de atendimento ao público e para o paciente. Considerando este aspecto de eficiência e custo, e todas as comprovações científicas relacionadas aos benefícios de uso do pólen apícola como um agente que melhora em diversos aspectos a saúde do indivíduo, buscou-se o desenvolvimento de um material que fosse capaz de acelerar o processo cicatricial a um custo mais reduzido.

Observação do implante da membrana sobre a lesão

A pesquisa foi feita por Afra Nascimento durante seu doutorado, sob orientação do Prof. Dr. Geraldo Eduardo da Luz, e colaboração do Pro. Dr. Antônio Luiz Martins Maia Filho.”Esse filme é feito com colágeno e extrato de pólen apícula capaz de  promover a cicatrização do tecido lesionado integralmente e uma única vez, tendo em vista que a pomada cicatrizante tem que ser reposta todos os dias. Dessa forma, o material possuindo mais eficácia”, destaca Geraldo Luz.

Pelos testes “in vivo” foi possível comprovar que o material sintetizado foi efetivo ao seu propósito, promovendo a uma cicatrização com um mínimo de quadros inflamatórios e sem causar alterações mutagênicas. Uma das pesquisadoras, Afra Nascimento, fala do avanço da adesão à esse material: “Aliando-se os resultados desta pesquisa a um processo de fabrico simples e de baixo custo, tem-se um trabalho com impacto positivo não só para a comunidade científica como também para a sociedade civil”, conclui.

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