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15 de Dezembro de 2017

Egressa da UESPI integra grupo internacional de pesquisas tecnológicas sobre doenças crônicas

Por Danúbia Rodrigues

Colaborando com o desenvolvimento científico nas áreas de saúde e de farmácia, a pesquisadora, cientista e doutora em Ciências Biológicas, Glicia M. Almeida, graduada pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), é membro do mais novo grupo internacional de pesquisas tecnológicas que permite a análise de todos os genes de um organismo alterados por doenças crônicas. O grupo de estudo tem como local de pesquisa o laboratório Karydo TherapeutiX, estabelecido em Quioto, no Japão.

Grupo internacional de pesquisas tecnológicas em doenças crônicas (Glicia é a segunda da primeira fileira, da direita para a esquerda)

Trabalhando com tecnologia inovadoras, a equipe é composta por membros internacionais de quatro países diferentes – Japão, EUA, Brasil e Bangladesh – , e traz como chefe o Dr. e fundador de pesquisas, Thomas N. Sato. Através de análises, como o D-iOrgans Atlas, que significa comunicação entre órgãos, o grupo pode avaliar quantitativamente todas as reações biológicas e prever os primeiros sinais de doenças como diabetes, câncer, arterioscleroses, deficiência renal, entre outras, e ajudar na prevenção.

Além de contribuir com o acesso a informações mais precisas e atualizadas sobre doenças e remédios, para trata-las com mais eficiência e menos custos, o conjunto assiste à estudantes e profissionais de bioinformática com a mais completa base de dados e tem por objetivos: produzir informações genéticas de alta qualidade e acessíveis a todas as pessoas, independente do lugar onde vivam; e disponibilizar informação para que empresas farmacêuticas possam acessar outros potenciais usos de um medicamento por toda a América Latina.

De acordo com a pesquisadora Glicia Almeida, o projeto de estudo é de suma importância para estudantes e pode colaborar com o desenvolvimento científico nas universidades do mundo. “Os altos custos tornam estas informações inacessíveis para muitos estudantes, profissionais de bioinformática e cientistas talentosos em todo o mundo. Acreditamos que o D-iOrgans Atlas será essencial como guia de estudo, uma ferramenta para novas descobertas e pesquisas, não só para estudantes em informática,matemática e engenharia e bioinformática, mas também alunos e pesquisadores das áreas de saúde, biologia, química e medicina em universidades do Piauí.”

As informações do D-iOrgans Atlas são produzidas com a tecnologia mais avançada na área de Biologia Molecular, como por exemplo o seqüenciamento de RNA. Ele fornece conjuntos de dados abrangentes sobre os efeitos de drogas (medicamentos) amplamente utilizadas no mundo.

Glicia Almeida é a única brasileira do grupo. Ela explica como é participar de uma pesquisa tão importante e nova no ramo. “ Ser cientista e mãe é um grande desafio em qualquer lugar. Apesar de ainda existir muitos  preconceitos em relação as mulheres em empresas em todo mundo,  sinto que estou no lugar certo. Estou fazendo exatamente o que eu queria, como cientista e mãe de dois filhos. Apesar de muitos desafios, esta tem sido uma jornada positiva e estou conseguindo porque conto com pessoas que além de respeitarem minha decisão, prezam pelo bem do grupo e isto faz toda diferença”, comenta.

Para saber mais a respeito do trabalho do grupo de pesquisas, as informações estão disponibilizadas no site da equipe.

Fonte:
Assessoria de Comunicação - UESPI
comunicacao@uespi.br